BIOGRAFIA

BIOGRAFIA
Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 24 de junho de 2015

APRESENTAÇÃO

 Este blog presta uma homenagem ao poeta mineiro cuja obra vasta e bela o transformou num dos poetas mais influentes do século XX. Temos todos a felicidade de poder ouvir registros da sua própria voz declamando suas criações.
Foi pensando nisso que decidi criar esse blog, onde ilustro em vídeo imagens que tentam mostrar suas ideias e emoções com a sua própria interpretação.

Os Ombros Suportam o Mundo

O poeta fala na renúncia dos seus desejos e inquietações pessoais, que só o deixarão na mais absoluta solidão: não importa a sua própria vida, o tempo que passa e a velhice que avança, em face dos problemas do mundo, dos quais ele tem uma dolorosa consciência. Sente-se solidário com os que ainda não se libertaram do sofrimento. Sua vida se impõe como uma ordem: ela deve continuar, para enfrentar a realidade de um mundo que ele imagina carregar nos ombros e que não deve pesar mais do que a mão de uma criança. 

É um poema profundo de grande significação existencial.


os ombros suportam o mundo por jorebri

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

PROCURA DA POESIA

Nesse poema Drummond revela seu sentimento de inquietação, questionando o mundo e a si mesmo. Ele também questiona porque as palavras se encontram em estado de dicionário. Vejam que, neste estado,as palavras inertes certamente não causariam o efeito desejado: o de enlevar, surpreender, emocionar. A emoção persistirá, enquanto persistir a criação do poeta.Carlos Drummond deixa claro que fazer poesia não é colocar as palavras juntas, lado a lado. Sem melodia, sem uma "pitada" de emoção, não existe o "fazer poético". 

 

domingo, 23 de novembro de 2014

ESSAS COISAS

O poema é um libelo à vida. A vida que nunca termina, senão quando acaba, ou seja, quando se morre. Drummond escreveu esse poema em 1973, quando já tinha 71 anos e transmite essa ideia com bastante convicção. Uma poesia  singela, bela e delicada.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

QUADRILHA

Quadrilha é um poema que tem uma única estrofe, e faz parte do primeiro volume de Drummond, Alguma Poesia, publicado em 1930, faz tempo...O tom de brincadeira de Drummond nesse poema o classificou como como "poema-piada".  O tema é a velha história que acontece com muita gente: amar alguém que ama outra pessoa. Um poema ao mesmo tempo divertido e triste.

domingo, 19 de outubro de 2014

VIAGEM NA FAMÍLIA

A inquietação de Drummond se faz revelar neste poema: a busca do passado, usando como recursos a família e cenas de sua memória de infância. Um lindo poema que me tocou profundamente.

 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

CONFIDÊNCIA DO ITABIRANO

Este poema lindo e pungente mostra toda a dor do poeta causada pela saudade de sua terra Itabira. Drummond sempre foi muito preocupado com o futuro e deixa claro também nesses versos suas incertezas com o destino da nação, com a urbanização e o crescimento desordenados. 

 

INFÂNCIA

Este poema é antológico. Coisas do dia a dia aparecem no texto - montar a cavalo, ir para o campo, fazer criança dormir, ler histórias - são citados no seu estilo expressivo e simples, mas como muita poesia. Sua infância é descrita aqui vinculada sempre à imagem da família.

domingo, 17 de agosto de 2014

MEMÓRIA

Drummond, neste poema se refere a um amor não correspondido e afirma que não se deve ficar sofrendo por isso. Acentua também que, mais importante do que o sofrimento por essa paixão, são os bons momentos vividos, memórias lindas que de fato valem a pena.



PARA SEMPRE

Este poema é uma homenagem às mães em geral, e a sua em particular. Ao mesmo tempo, suas palavras são carregadas de certa revolta pela finitude da vida e de consolo pela eternidade da lembrança de um ser tão querido e importante.

 

 

domingo, 10 de agosto de 2014

CONFISSÃO

Sobre este poema, reproduzo as palavras do Prof. Roque:

"O poema é um exame de consciência do eu-lírico que se analisa como alguém fracassado, que não se perdoa por não ter dado bola a nada além daquilo que é trágico - pássaro esfacelado - igual ao que vemos no dia-a-dia atual em que as notícias na tv e na mídia em geral apenas trazem à tona o trágico e muito pouco, mas quase nada, do que é o verdadeiro amor.
Confissão é uma das muitas metáforas drummondianas que nunca se desatualizam."

Prof. Roque - professor de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Literatura. É também escritor e já publicou um livro de poesia e um livro infantil.

sábado, 9 de agosto de 2014

JOSÉ

O tema central do poema José é a solidão. Isso fica bem claro, porque revela uma enorme angústia pela vida. "A festa acabou", ou seja, a alegria, a felicidade não existem mais... José está só. José é um poema de desencontros, onde a personagem se perdeu, sente-se encurralada. Um lindo momento de inspiração de Carlos Drummond de Andrade e uma das suas mais famosas criações, a qual foi até musicada.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

MÃOS DADAS

"Mãos Dadas" - este é um dos mais emblemáticos poemas de Drummond,  onde ele faz uma relação com o mundo. Ao dizer, por exemplo, "o poeta de um mundo caduco" quis se referir ao fato de não estar ausente da realidade, de ser um poeta com os pés no chão. Segundo seus versos, Drummond representa o poeta do presente e lamenta que seus colegas estejam tristonhos, embora esperançosos.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

MUNDO GRANDE

Em  Mundo Grande, Carlos Drummond de Andrade diz como é pequeno em relação ao mundo. E que nessa grandeza, há muita solidão, em que todos estão em um mundo que tudo se torna minúsculo. Assim, fala que precisamos um dos outros para uma evolução, para um mundo melhor, para crescermos. Pois, somente, em conjunto poderemos agir para um mundo onde haja amor, esperança e progresso.
Engraçado que no presente, o individualismo exacerbado do mundo confirma as palavras do poeta.